Vacinas e Imumoglobulinas recomendadas no primeiro ano de vida Esquemas e recomendações Comentários
BCG ID Dose única. Se PN** < 2.000 g, adiar a vacinação até que o RN*** atinja peso maior ou igual a 2.000 g.

Deverá ser aplicada o mais precocemente possível, de preferência ainda na maternidade. Em caso de suspeita de imunodefciência ou RNs cujas mães fizeram uso de biológicos durante a gestação, a vacina pode estar contraindicada (consulte os Calendários de vacinação SBIm pacientes especiais).

Anticorpo monoclonal específico contra o VSR (palivizumabe)

Estão recomendadas doses mensais consecutivas de 15 mg/kg de peso, via intramuscular, até no máximo cinco aplicações para os seguintes grupos:

• Prematuros até 28 semanas gestacionais, no primeiro ano de vida. • Prematuros até 32 semanas gestacionais, nos primeiros seis meses de vida.

• Bebês com Doença Pulmonar Crônica da Prematuridade e/ou Cardiopatia Congênita, até o segundo ano de vida, desde que esteja em tratamento destas patologias nos últimos seis meses.

• Utilizar inclusive em RNs hospitalizados.

Deve ser aplicado nos meses de maior circulação do vírus, o que depende da região do Brasil: região Norte, de janeiro a junho; região Sul, de março a agosto; regiões Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste, de fevereiro a julho. O Ministério da Saúde disponibiliza gratuitamente para:

• Prematuros até 28 semanas gestacionais, no primeiro ano de vida.

• Bebês com doença pulmonar crônica da prematuridade e/ou Cardiopatia Congênita, até o segundo ano de vida. O uso em portadores de doença pulmonar crônica e/ou cardiopatias congênitas está indicado independente da idade gestacional ao nascer.

Hepatite B

Obrigatoriamente quatro doses (esquema 0 - 2 - 4 - 6 meses ou 0 - 1 - 2 - 6 meses), em RNs nascidos com peso inferior a 2.000 g ou idade gestacional menor que 33 semanas, sendo a primeira dose nas primeiras 12 horas de vida.

O uso da vacina combinada DTPa-HB-VIP-Hib deve ser considerado, inclusive para RNs hospitalizados. Os RNs de mães HBSAg+ devem receber ao nascer, além da vacina, imunoglobulina específica contra hepatite B (IGHAHB).

Rotavírus

• Vacinar na idade cronológica, iniciando aos 2 meses de vida, de acordo com o Calendário de vacinação SBIm criança.

• Vacina atenuada oral, portanto contraindicada em ambiente hospitalar.

Em caso de suspeita de imunodeficiência ou RNs cujas mães fizeram uso de biológicos durante a gestação, a vacina pode estar contraindicada (consulte os Calendários de vacinação SBIm pacientes especiais).

Tríplice bacteriana (difteria, tétano, coqueluche)

• Vacinar na idade cronológica, iniciando aos 2 meses de vida, de acordo com o Calendário de vacinação SBIm criança.

• Para RNs prematuros, hospitalizados ou não, utilizar preferencialmente vacinas acelulares.

A utilização de vacinas acelulares reduz o risco de eventos adversos. Em prematuros extremos, considerar o uso de analgésicos/antitérmicos profiláticos com o intuito de reduzir a ocorrência desses eventos, principalmente descompensação cardiovascular, apneia e convulsão.
Haemophilus influenzae b

• Vacinar na idade cronológica, iniciando aos 2 meses de vida, de acordo com o Calendário de vacinação SBIm criança.

• O reforço da vacina Hib deve ser aplicado nessas crianças aos 15 meses de vida.

Na rede pública, a vacina Hib combinada com DTPa não está disponível, por esse motivo, para os RNPTs extremos, a conduta do Ministério da Saúde é adiar a vacina Hib para 15 dias após a administração de DTPa. O uso das vacinas combinadas a DTPa (DTPa-HB-VIP-Hib ou DTPa-VIP-Hib) são preferenciais, pois permitem a aplicação simultânea e se mostraram eficazes e seguras para os RNPTs
Poliomielite inativada (VIP) Vacinar na idade cronológica, iniciando aos 2 meses de vida, de acordo com o Calendário de vacinação SBIm criança. Preferir as vacinas combinadas: DTPa-HB-VIP-Hib e DTPa-VIP-Hib
Pneumocócica conjugada Vacinar na idade cronológica, iniciando aos 2 meses de vida, de acordo com o Calendário de vacinação SBIm criança RNPTs e de baixo PN apresentam maior risco para o desenvolvimento de doença pneumocócica invasiva, tanto maior quanto menor a idade gestacional e o PN.
Meningocócicas Vacinar na idade cronológica, iniciando aos 3 meses de vida, de acordo com o Calendário de vacinação SBIm criança.

Sempre que possível, preferir a vacina menACWY no esquema básico ou nos reforços; na sua impossibilidade, utilizar a vacina meningocócica C conjugada. A fim de reduzir a frequência de eventos adversos, a vacina meningocócica B deve ser aplicada preferencialmente em separado das vacinas pneumocócica e pertussis e deve-se considerar o uso de antitérmico profilático.

Influenza Vacinar na idade cronológica, iniciando a partir dos 6 meses de vida, de acordo com a sazonalidade do vírus e com o Calendário de vacinação SBIm criança.

Desde que disponível, a vacina influenza 4V é preferível à vacina influenza 3V, por conferir maior cobertura das cepas circulantes. Na impossibilidade de uso da vacina 4V, utilizar a vacina 3V.

Imunoglobulina humana anti-hepatite B (IGHAHB) Paras RNs de mães portadoras do vírus da hepatite B: 0,5 mL via intramuscular.

Aplicar preferencialmente nas primeiras 12 a 24 horas de vida, até, no máximo, o sétimo dia de vida.

Imunoglobulina humana antivaricela-zóster (IGHVZ)

Está recomendada nas seguintes situações:

• Para prematuros nascidos entre 28 semanas e 36 semanas de gestação expostos à varicela, quando a mãe tiver história negativa para varicela.

• Para prematuros nascidos com menos de 28 semanas de gestação ou com menos de 1.000 g de peso expostos à varicela, independente da história materna de varicela. • A dose é de 125 UI por via IM e deve ser aplicada até 96 horas de vida do RN.

Independente da idade gestacional ou PN, recomendar para RN cuja mãe tenha apresentado quadro clínico de varicela de cinco dias antes até dois dias depois do parto.

Imunoglobulina humana antitetânica (IGHAT) Está recomendada na dose de 250 UI, por via IM. Para RNs prematuros com lesões potencialmente tetanogênicas, independentemente da história vacinal da mãe.

Independente da idade gestacional ou PN, deve ser aplicada para RNs prematuros sob risco potencial de tétano.

VACINAS Do nascimento aos 2 anos de idade Dos 2 aos 10 anos
Ao nascer 1 mês 2 meses 3 meses 4 meses 5 meses 6 meses 7 meses 8 meses 9 meses 12 meses 15 meses 18 meses 24 meses 4 anos 5 anos 6 anos 9 anos 10 anos
BCG ID Dose única                                    
Hepatite B 1ª dose   2ª dose       3ª dose                        
Tríplice bacteriana (DTPw ou DTPa)     1ª dose   2ª dose   3ª dose         Reforço   Reforço   Reforço dTpa  
Haemophilus influenzae b     1ª dose   2ª dose   3ª dose         Reforço            
Poliomielite (vírus inativados)     1ª dose   2ª dose   3ª dose         Reforço   reforço      
Rotavírus     Duas ou três doses, de acordo com o fabricante                    
Pneumocócica conjugada     1ª dose   2ª dose   3ª dose       Reforço              
Meningocócicas conjugadas       duas ou três doses, dependendo da vacina utilizada     menACWY       menACWY    
Meningocócica B       1ª dose   2ª dose   3ª dose     Reforço              
Influenza (gripe)             Dose anual. Duas doses na primovacinação antes dos 9 anos de idade.  
Poliomielite oral (vírus vivos atenuados)                     DIAS NACIONAIS DE VACINAÇÃO        
Febre amarela                   1ª dose         2a dose        
Hepatite A                     1a dose   2ª dose            
Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola)                     1ª dose 2ª dose          
Varicela (catapora)                     1ª dose 2ª dose          
HPV                                   Três doses  
Vacina tríplice bacteriana acelular do tipo adulto (dTpa)                                   ROTINA
Dengue                                   Três doses  
VACINAS Esquemas e recomendações Comentários
Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) É considerado protegido o adolescente que tenha recebido duas doses acima de 1 ano de idade, e com intervalo mínimo de um mês entre elas.

• Contraindicada para gestantes. O uso em imunodeprimidos deve ser avaliado pelo médico (consulte os Calendários de vacinação SBIm pacientes especiais).

• Até 12 anos de idade, considerar a aplicação de vacina combinada quádrupla viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela / SCRV).

Hepatites A, B ou A e B

Hepatite A: duas doses, no esquema 0 - 6 meses.

Hepatite B: três doses, esquema 0 - 1 - 6 meses.

Hepatite A e B: para menores de 16 anos: duas doses aos 0 - 6 meses. A partir de 16 anos: três doses aos 0 - 1 - 6 meses.

• Adolescentes não vacinados na infância para as hepatites A e B devem ser vacinados o mais precocemente possível para essas infecções.

• A vacina combinada para as hepatites A e B é uma opção e pode substituir a vacinação isolada para as hepatites A e B.

• Hepatite B – recomendada para gestantes.

HPV

• Se não iniciado o esquema de vacinação aos 9 anos, a vacina HPV deve ser aplicada o mais precocemente possível. O esquema de vacinação para meninas e meninos é de três doses: 0 - 1 a 2 - 6 meses.

• O PNI adotou esquema de vacinação com duas doses (0 - 6 meses), exclusivamente para meninas de 9 a 13 anos, com a vacina HPV4.

• Duas vacinas estão disponíveis no Brasil: HPV4, licenciada para ambos os sexos; e HPV2, licenciada apenas para o sexo feminino.

• Vacina contraindicada em gestantes.

Tríplice bacteriana acelular do tipo adulto (difteria, tétano e coqueluche) – dTpa ou dTpa-VIP

 

Dupla adulto (difteria e tétano) – dT

Com esquema de vacinação básico completo: dose de reforço dez anos após a última dose.

Com esquema de vacinação básico incompleto: uma dose de dTpa a qualquer momento e completar a vacinação básica com uma ou duas doses de dT (dupla bacteriana do tipo adulto) de forma a totalizar três doses de vacina contendo o componente tetânico.

 

• Atualizar dTpa independente de intervalo prévio com dT ou TT.

• O uso da vacina dTpa, em substituição à dT, para adolescentes, objetiva, além da proteção individual, a redução da transmissão da Bordetella pertussis, principalmente para suscetíveis com alto risco de complicações, como os lactentes.

• Considerar antecipar reforço com dTpa para cinco anos após a última dose de vacina contendo o componente pertussis para adolescentes contactantes de lactentes.

• Para indivíduos que pretendem viajar para países nos quais a poliomielite é endêmica recomenda-se a vacina dTpa combinada à pólio inativada (dTpa-VIP).

• A dTpa-VIP pode substituir a dTpa, inclusive em gestantes, ficando a critério médico o uso off label nesses casos.

• Gestantes: recomendada uma dose de dTpa entre a 27ª e a 36ª semana de gestação.

Varicela (catapora) Para suscetíveis: duas doses. Para menores de 13 anos: intervalo de três meses. A partir de 13 anos: intervalo de um a dois meses. • Contraindicada para gestantes. O uso em imunodeprimidos deve ser avaliado pelo médico (consulte os Calendários de vacinação SBIm pacientes especiais). • Até 12 anos de idade, considerar a aplicação de vacina combinada quádrupla viral (SCRV).
Influenza (gripe) Dose única anual Desde que disponível, a vacina influenza 4V é preferível à vacina influenza 3V, por conferir maior cobertura das cepas circulantes. Na impossibilidade de uso da vacina 4V, utilizar a vacina 3V.
Meningocócica conjugada ACWY Para não vacinados na infância: duas doses com intervalo de cinco anos. Para vacinados na infância: reforço aos 11 anos ou cinco anos após o último reforço na infância Na indisponibilidade da vacina meningocócica conjugada ACWY, substituir pela vacina meningocócica C conjugada.
Meningocócica B Duas doses com intervalo de um a dois meses. Não se conhece ainda a duração da proteção conferida e, consequentemente, a necessidade de dose(s) de reforço.
Febre amarela Uma dose para residentes ou viajantes para áreas com recomendação de vacinação (de acordo com classificação do MS). Se persistir o risco, fazer uma segunda dose dez anos após a primeira. Pode ser recomendada também para atender a exigências sanitárias de determinadas viagens internacionais. Em ambos os casos, vacinar pelo menos dez dias antes da viagem.

• Contraindicada para gestantes e adolescentes amamentando bebês menores de 6 meses de idade.

• O uso em imunodeprimidos deve ser avaliado pelo médico (consulte os Calendários de vacinação SBIm pacientes especiais).

• Para gestantes: ver Calendário de vacinação SBIm gestante.

Dengue Três doses com intervalo de seis meses (0 - 6 - 12 meses).

• Contraindicada para imunodeprimidos, gestantes e adolescentes amamentando.

• Licenciada para pessoas entre 9 e 45 anos.

VACINAS Esquemas e recomendações Comentários
Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) É considerado protegido o indivíduo que tenha recebido duas doses acima de 1 ano de idade, e com intervalo mínimo de um mês entre elas.

• Contraindicada para gestantes. • O uso em imunodeprimidos deve ser avaliado pelo médico (consulte os Calendários de vacinação SBIm pacientes especiais).

Hepatites A, B ou A e B

Hepatite A: duas doses, no esquema 0 - 6 meses.

Hepatite B: três doses, no esquema 0 - 1 - 6 meses.

Hepatite A e B: três doses, no esquema 0 - 1 - 6 meses.

• Indivíduos não imunizados anteriormente para as hepatites A e B devem ser vacinados.

• A vacina combinada para as hepatites A e B é uma opção e pode substituir a vacinação isolada para as hepatites A e B.

• Para gestantes: ver Calendário de vacinação SBIm gestante.

HPV

Três doses: 0 - 1 a 2 - 6 meses. Duas vacinas estão disponíveis no Brasil: HPV4, licenciada para meninas e mulheres de 9 a 45 anos de idade e meninos e homens de 9 a 26 anos; e HPV2, licenciada para meninas e mulheres a partir dos 9 anos de idade.

• Indivíduos mesmo que previamente infectados podem ser beneficiados com a vacinação.

• Homens e mulheres em idades fora da faixa de licenciamento também podem ser beneficiados com a vacinação, ficando a critério médico o uso off label nesses casos.

• Contraindicada em gestantes.

Tríplice bacteriana acelular do tipo adulto (difteria, tétano e coqueluche) – dTpa ou dTpa-VIP

 

Dupla adulto (difteria e tétano) – dT

Atualizar dTpa independente de intervalo prévio com dT ou TT.

Com esquema de vacinação básico completo: reforço com dTpa a cada dez anos.

Com esquema de vacinação básico incompleto: uma dose de dTpa a qualquer momento e completar a vacinação básica com uma ou duas doses de dT (dupla bacteriana do tipo adulto) de forma a totalizar três doses de vacina contendo o componente tetânico.

Para indivíduos que pretendem viajar para países nos quais a poliomielite é endêmica: recomenda-se a vacina dTpa combinada à pólio inativada (dTpa-VIP).

A dTpa-VIP pode substituir a dTpa.

 

• A dTpa está recomendada mesmo para aqueles que tiveram a coqueluche, já que a proteção conferida pela infecção não é permanente.

• O uso da vacina dTpa, em substituição à dT, objetiva, além da proteção individual, a redução da transmissão da Bordetella pertussis, principalmente para suscetíveis com alto risco de complicações, como os lactentes.

• Considerar antecipar reforço com dTpa para cinco anos após a última dose de vacina contendo o componente pertussis em adultos contactantes de lactentes.

• Para gestantes: ver Calendário de vacinação SBIm gestante.

Varicela (catapora) Para suscetíveis: duas doses com intervalo de um a dois meses.

• Contraindicada para gestantes.

• O uso em imunodeprimidos deve ser avaliado pelo médico (consulte os Calendários de vacinação SBIm pacientes especiais).

Influenza (gripe) Dose única anual Desde que disponível, a vacina influenza 4V é preferível à vacina influenza 3V, por conferir maior cobertura das cepas circulantes. Na impossibilidade de uso da vacina 4V, utilizar a vacina 3V.
Meningocócica conjugada ACWY Uma dose. A indicação da vacina, assim como a necessidade de reforços, dependerão da situação epidemiológica. Na indisponibilidade da vacina meningocócica conjugada ACWY, substituir pela vacina meningocócica C conjugada.
Meningocócica B Duas doses com intervalo de um a dois meses. A indicação dependerá da situação epidemiológica. Não se conhece ainda a duração da proteção conferida e, consequentemente, a necessidade de dose(s) de reforço.
Febre amarela Uma dose para residentes ou viajantes para áreas com recomendação de vacinação (de acordo com classificação do MS). Se persistir o risco, fazer uma segunda dose dez anos após a primeira. Pode ser recomendada também para atender a exigências sanitárias de determinadas viagens internacionais. Em ambos os casos, vacinar pelo menos dez dias antes da viagem.

• Contraindicada para mulheres amamentando bebês menores de 6 meses de idade. • O uso em imunodeprimidos e gestantes deve ser avaliado pelo médico (consulte os Calendários de vacinação SBIm pacientes especiais e/ou Calendário de vacinação SBIm gestante).

Pneumocócicas A vacinação entre 50-59 anos com VPC13 fica a critério médico.

• Esquema sequencial de VPC13 e VPP23 é recomendado para indivíduos com 60 anos ou mais (ver Calendário de vacinação SBIm idoso).

• Esquema sequencial de VPC13 e VPP23 é recomendado para indivíduos portadores de algumas comorbidades (consulte os Calendários de vacinação SBIm pacientes especiais)

Herpes zóster Uma dose. Licenciada a partir dos 50 anos, ficando a critério médico sua recomendação a partir dessa idade.

• Recomendada para indivíduos a partir de 60 anos de idade (ver Calendário de vacinação SBIm idoso), mesmo para aqueles que já desenvolveram a doença. Nesses casos, aguardar o intervalo de um ano, entre o quadro agudo e a aplicação da vacina.

• Em caso de pacientes com história de herpes zóster oftálmico, ainda não existem dados suficientes para indicar ou contraindicar a vacina.

• O uso em imunodeprimidos deve ser avaliado pelo médico (consulte os Calendários de vacinação SBIm pacientes especiais).

Dengue • Três doses com intervalo de seis meses (0 - 6 - 12 meses). • Licenciada para adultos até 45 anos

• Contraindicada em imunodeprimidos, gestantes e mulheres amamentando.

VACINAS Quando indicar Esquemas e recomendações Comentários
Influenza (gripe) Rotina. Dose única anual. Os maiores de 60 anos fazem parte do grupo de risco aumentado para as complicações e óbitos por influenza. Desde que disponível, a vacina influenza 4V é preferível à vacina influenza 3V, por conferir maior cobertura das cepas circulantes. Na impossibilidade de uso da vacina 4V, utilizar a vacina 3V.
Pneumocócicas (VPC13) e (VPP23)

Rotina.

Iniciar com uma dose da VPC13 seguida de uma dose de VPP23 seis a 12 meses depois, e uma segunda dose de VPP23 cinco anos depois da primeira.

• Para aqueles que já receberam uma dose de VPP23, recomenda-se o intervalo de um ano para a aplicação de VPC13. A segunda dose de VPP23 deve ser feita cinco anos após a primeira, mantendo intervalo de seis a 12 meses com a VPC13.

• Para os que já receberam duas doses de VPP23, recomenda-se uma dose de VPC13, com intervalo mínimo de um ano após a última dose de VPP23. Se a segunda dose de VPP23 foi aplicada antes dos 65 anos, está recomendada uma terceira dose depois dessa idade, com intervalo mínimo de cinco anos da última dose. 

Tríplice bacteriana acelular do tipo adulto (difteria, tétano e coqueluche) – dTpa ou dTpa-VIP

 

Dupla adulto (difteria e tétano) – dT

Rotina.

 

Atualizar dTpa independente de intervalo prévio com dT ou TT.

Com esquema de vacinação básico completo: reforço com dTpa a cada dez anos.

Com esquema de vacinação básico incompleto: uma dose de dTpa a qualquer momento e completar a vacinação básica com uma ou duas doses de dT (dupla bacteriana do tipo adulto) de forma a totalizar três doses de vacina contendo o componente tetânico.

• A vacina está recomendada mesmo para aqueles que tiveram a coqueluche, já que a proteção conferida pela infecção não é permanente.

• Considerar antecipar reforço com dTpa para cinco anos após a última dose de vacina contendo o componente pertussis para idosos contactantes de lactentes.

• Para idosos que pretendem viajar para países nos quais a poliomielite é endêmica recomenda-se a vacina dTpa combinada à pólio inativada (dTpa-VIP).

• A dTpa-VIP pode substituir a dTpa, se necessário.

Hepatites A e B Hepatite A: após avaliação sorológica ou em situações de exposição ou surtos

Duas doses, no esquema 0 - 6 meses.

Na população com mais de 60 anos é incomum encontrar indivíduos suscetíveis. Para esse grupo, portanto, a vacinação não é prioritária. A sorologia pode ser solicitada para definição da necessidade ou não de vacinar. Em contactantes de doentes com hepatite A, ou durante surto da doença, a vacinação deve ser recomendada.
Hepatite B: rotina. Três doses, no esquema 0 - 1 - 6 meses -
Hepatite A e B: quando recomendadas as duas vacinas Três doses, no esquema 0 - 1 - 6 meses. A vacina combinada para as hepatites A e B é uma opção e pode substituir a vacinação isolada para as hepatites A e B.
Febre amarela Rotina para residentes em áreas de vacinação.

• Uma dose para residentes ou viajantes para áreas de vacinação (de acordo com classificação do Ministério da Saúde / MS). Se persistir o risco, fazer uma segunda dose dez anos após a primeira. Pode ser recomendada também para atender a exigências sanitárias de determinadas viagens internacionais.

• Em ambos os casos, vacinar pelo menos dez dias antes da viagem.

• Embora raro, está descrito risco aumentado de eventos adversos graves na primovacinação de indivíduos maiores de 60 anos. Nessa situação, avaliar risco/benefício.

• O uso em imunodeprimidos deve ser avaliado pelo médico (consulte os Calendários de vacinação SBIm pacientes especiais)

Meningocócica conjugada ACWY Surtos e viagens para áreas de risco.

Uma dose. A indicação da vacina, assim como a necessidade de reforços, dependerão da situação epidemiológica.

Na indisponibilidade da vacina meningocócica conjugada ACWY, substituir pela vacina meningocócica C conjugada.
Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) Situações de risco aumentado.

É considerado protegido o idoso que tenha recebido duas doses da vacina tríplice viral acima de 1 ano de idade, e com intervalo mínimo de um mês entre elas, ou que tenha seguramente desenvolvido as doenças.

Na população com mais de 60 anos é incomum encontrar indivíduos suscetíveis ao sarampo, caxumba e rubéola. Para esse grupo, portanto, a vacinação não é rotineira. Porém, a criterio médico (em situações de surtos, viagens, entre outros), pode ser recomendada. Contraindicada para imunodeprimidos.
Herpes zóster Rotina.

Uma dose.

• Vacina recomendada mesmo para aqueles que já desenvolveram a doença. Nesses casos, aguardar intervalo mínimo de um ano, entre o quadro agudo e a aplicação da vacina.  • Em caso de pacientes com história de herpes zóster oftálmico, não existem ainda dados suficientes para indicar ou contraindicar a vacina. • O uso em imunodeprimidos deve ser avaliado pelo médico (consulte os Calendários de vacinação SBIm pacientes especiais).
Vacinas especialmente indicadas

Todo indivíduo deve estar em dia com o calendário recomendado para sua faixa etária. Na impossibilidade de cumpri-lo integralmente, devem-se considerar, no mínimo, as vacinas disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).*

Esquemas e recomendações
Indicações especiais para profissionais por área de atuação
Saúde
Alimentos e bebidas
Militares, policiais e bombeiros
Profissionais que lidam com dejetos, águas contaminadas e coletores de lixo
Crianças
Animais
Profissionais do sexo
Profissionais administrativos
Profissionais que viajam muito
Receptivos de estrangeiros
Manicures, pedicures, podólogos e tatuadores
Profissionais que trabalham em regime de confinamento
Profissionais e voluntários em campos de refugiados, situações de catástrofe e ajuda humanitária
Atletas profissionais
Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) (1, 2) É considerado protegido o indivíduo que tenha recebido duas doses acima de 1 ano de idade, e com intervalo mínimo de um mês entre elas. SIM - SIM - SIM - SIM - SIM SIM - SIM SIM SIM
Hepatites A, B ou A e B (3) Hepatite A: duas doses, no esquema 0 - 6 meses. SIM SIM SIM SIM SIM - SIM - SIM SIM - SIM SIM SIM
Hepatite B:(2) três doses, no esquema 0 -1 - 6 meses. SIM - SIM SIM - - SIM - SIM - SIM SIM SIM SIM
Hepatite A e B: três doses, no esquema 0 - 1 - 6 meses. A vacina combinada é uma opção e pode substituir a vacinação isolada das hepatites A e B. SIM - SIM SIM - - SIM - SIM - - SIM SIM SIM
HPV Duas vacinas estão disponíveis no Brasil: HPV4, licenciada para ambos os sexos e HPV2, licenciada apenas para o sexo feminino. - - - - - - SIM - - - - - - -

Tríplice bacteriana acelular do tipo adulto (difteria, tétano e coqueluche) – dTpa ou dTpa-VIP

Dupla adulto (difteria e tétano) – dT

Aplicar dTpa independente de intervalo prévio com dT ou TT. Com esquema de vacinação básico completo: reforço com dTpa dez anos após a última dose. Com esquema de vacinação básico incompleto: uma dose de dTpa a qualquer momento e completar a vacinação básica com uma ou duas doses de dT de forma a totalizar três doses de vacina contendo o componente tetânico. A dTpa pode ser substituída por dTpa-VIP ou dT, dependendo da disponibilidade. dTpa dT dT ou dTpa-VIP dT dTpa dT - - dTpa-VIP - dT dTpa dTpa-VIP dT ou dTpa-VIP
Poliomielite inativada Pessoas nunca vacinadas: uma dose. Na rede privada só existe combinada à dTpa. - - SIM - - - - - SIM - - - SIM -
Varicela (catapora) Para suscetíveis: duas doses com intervalo de um a dois meses. SIM - SIM - SIM - SIM - SIM SIM - SIM SIM SIM
Influenza (gripe) Dose única anual. Desde que disponível, a vacina influenza 4V é preferível à vacina influenza 3V, inclusive em gestantes, por conferir maior cobertura das cepas circulantes. Na impossibilidade de uso da vacina 4V, utilizar a vacina 3V. SIM SIM SIM SIM SIM SIM SIM SIM SIM SIM SIM SIM SIM SIM
Meningocócicas conjugadas (C ou ACWY) Uma dose. A indicação da vacina, assim como a necessidade de reforços, dependerão da situação epidemiológica. SIM - SIM - - - - - SIM - - - SIM SIM
Meningocócica B Duas doses com intervalo de um a dois meses. Considerar seu uso avaliando a situação epidemiológica. SIM - SIM - - - - - SIM - - - SIM SIM
Febre amarela Uma dose para residentes ou viajantes para áreas de vacinação (de acordo com classificação do Ministério da Saúde). Se persistir o risco, fazer uma segunda dose dez anos após a primeira. Pode ser recomendada também para atender a exigências sanitárias de determinadas viagens internacionais. Em ambos os casos, vacinar pelo menos dez dias antes da viagem. - - SIM - - - - - SIM - - - SIM SIM
Raiva Para pré-exposição: três doses, 0 - 7 - 21 a 28 dias. - - SIM - - SIM - - - - - - SIM SIM
Febre tifoide Dose única. No caso de o risco de infecção permanecer ou retornar, está indicada outra dose após três anos. - - SIM SIM - - - - SIM - - - SIM SIM